Nosso primeiro site (ou sítio como dizem os portugueses) era feinho, feinho. Tinha pouco conteúdo, somente alguns textos sobre a Sílex Sistemas e seus produtos. Nada demais. Para nós, entretanto, era o máximo. Era nosso ponto de presença na internet.
Os anos se passaram e o site foi enjoando. Continuou com a mesmíssima cara e, pior, com o mesmíssimo conteúdo. Ficamos cansados dele. Queríamos um site que trouxesse mais acessos e mais negócios para nossa empresa. Solução: fazer um novo. Contratamos, na época, um webdesigner. O rapaz foi muito prestativo e eficiente. Em mais ou menos duas semanas, tínhamos nossa nova página no ar, de layout novo e muito mais bonito. Achamos que ficaríamos ricos.
Ledo engano. Nada aconteceu. Nenhum negócio novo por causa do novo site.
Onde tínhamos errado? O site era bonito, tinha animações, brilhos, belas fotos. Tínhamos até melhorado nossos textos, corrigido uns errinhos que sempre passam, reescrito algumas frases, detalhado aqui e ali. O engano estava bem diante de nós e custamos para perceber. Alguma coincidência com seu site? Nossa história lembra alguma coisa?
Chega de suspense. A resposta é simples. Acontece que encarávamos nosso site como um site, ou seja, como uma página colorida a aparecer no browser. Mas um site não é uma página colorida num browser. Se for só isso, será uma bela propaganda no meio do nada, um imenso outdoor iluminado numa rua sem saída onde ninguém passa. Um grito no meio do deserto.
Um site é um meio de comunicação, parente recém-nascido do rádio, da televisão, das revistas. O que é mais agradável de se ler: um catálogo de anúncios ou uma revista repleta de reportagens, informações? Alguém aguentaria assistir a um canal de televisão que exibisse só propagandas e nenhum conteúdo, nenhum filme, nenhum joguinho de futebol, como se fosse uma eterna repetição dos intermináveis comerciais da Polishop? É tão óbvia a resposta que não precisamos nem mesmo escrevê-la.
O mesmo vale para o seu e para o nosso site. Ele deve ser mais próximo de uma revista do que de um panfleto de propaganda. Ele deve conter conteúdo que seja interessante por si só e, assim como faz o rádio, a imprensa e a televisão há décadas, inserir aqui e ali seu conteúdo publicitário. O internauta deve acessar o seu site porque procura um conteúdo que seja para ele interessante e, por "acidente", ficar conhecendo sua empresa, seus produtos e serviços. Não há nenhum mistério e nenhum segredo. Se você quiser ter um site movimentado deve, entre outras coisas, criar conteúdo, ter uma "programação", ser interessante.
Recomendei a um cliente que comercializa equipamentos de panificação a colocar receitas no site. Se você possui conhecimento, expertise, coisas para contar, não hesite em colocar no site de sua empresa e ele será mais visto e mais acessado. Foi o que aconteceu conosco. Criamos uma seção de notícias sobre tecnologia, sobre o que fazemos, sobre nossa empresa. Sempre temos o que falar. O resultado foi espetacular. Passamos de uns trezentos acessos por mês para mais de dois mil, o que é muito para nosso tipo de negócio. Fazíamos um orçamento por semana, e agora fazemos dois ou três por dia.

Pense no seu negócio, na publicidade quase gratuita que a internet representa, no que seu cliente procura, no que de interessante pode colocar na web. Não é fácil: dá trabalho, requer disciplina e organização escrever sobre algo sempre novo e interessante. Mas compensa. Aliás, nessa altura do campeonato, você já deve ter notado que esse blog é mais uma iniciativa nesse sentido. Se você entrou em nosso site e leu até aqui, você é a prova do que estou falando. Este conteúdo aqui postado, quase não menciona a nossa empresa, mas sem fazer nenhum merchadising te trouxe ao nosso site e fez com que ficássemos um pouquinho mais conhecidos.
Quem ainda não percebeu a revolução silenciosa que a divulgação na web está causando, está em desvantagem em relação aos que já acordaram para tanto. Felizmente, nós acordamos. E você?